Tudo é sobre empatia

Postado em Blog, Comunicação, Educação, Empreendedorismo, Eventos, Inovação, Marketing

Tudo é sobre empatia

“Tudo é sobre empatia”. Com esta frase Biz Stone, fundador do Twitter, reforçou o conceito que apareceu em muitas das discussões sobre inovação que aconteceram nas salas, corredores, cafés e auditórios da SXSW 2015 (maior evento de inovação da atualidade). Neste caso, Stone fez referencia a missão do seu novo app Super, que nas suas palavras “pretende estimular o sentimento de empatia” nos usuários. Mas ampliando a visão além dos holofotes em torno de uma das principais estrelas da nova mídia, o conceito foi utilizado por muitos especialistas em inovação, nos mais variados contextos, durante o evento que ocorreu em março.

IMG_0054

Empatia, por definição, é a capacidade de avaliarmos uma determinada situação ou fato do ponto de vista de outra pessoa, e apesar de parecer algo óbvio para qualquer empresa que precise entregar produtos e serviços significativos para seus clientes, muitas marcas tem encontrado dificuldades no desenvolvimento dessa competência.

DSC_0014

De acordo com Martin Harrison, da Huge, em sua palestra “The Empathy Gap: Why Stalin Nailed Big Data”, o culto paranóico dos dados analíticos (big data e derivados) adotado por muitas empresas tem desumanizado o processo de desenvolvimento de soluções que realmente fazem sentido para o cliente. Ele reforça sua afirmação com a seguinte frase de Stalin “Uma morte é uma tragédia; um milhão é somente estatística”. Sua colocação apresenta um contra-ponto em relação aos defensores de estratégias que utilizam abordagens extremamente analíticas e que deixam de lado estudos antropológicos mais profundos sobre os comportamentos e motivações dos consumidores. Os dados normalmente ajudam a encontrar o QUE o público faz, mas não o POR QUE ele faz e isso pode fazer toda diferença quando o objetivo é proporcionar experiências realmente disruptivas para os consumidores e ocupar espaços de mercado inexplorados.

empathy_harrison

Chalene Li, outra relevante pensadora disruptiva, em sua palestra “Creating A Digital Engagement Strategy for Leaders”, reforçou a importância de marcas e CEOs expressarem empatia em relação a seus funcionários e consumidores, como forma de desenvolver relacionamentos de confiança efetivos e duradouros. Já Mark Randall, VP de criatividade da Adobe, ressaltou, na palestra “The Innovation Revolution: Thinking Inside the Box”, que empresas que desejam, ou precisam, engajar seus funcionários em processos de inovação de médio e longo prazo devem começar pela identificação dos gatilhos motivacionais responsáveis por fazer as pessoas se engajarem com algo, sendo a empatia o único caminho seguro. Nestes casos, a empatia é um importante recurso na mobilização do público interno

Outra apresentação interessante que abordou o tema foi de Jason Schlossberg, fundador da agência Kwittken e um dos 25 mais inovadores profissionais de PR do mundo em 2014, de acordo com o The Holmes Report. Sua palestra intitulada “The Case for Design Thinking In Communications” reforçou a importância do pensamento de design em estratégias de comunicação de marca. De acordo com Jason, por meio do design thinking, uma abordagem que tem entre seus princípios básicos a utilização da empatia como forma de resolver problemas de maneiras criativas e inovadoras, marcas e agências de PR podem ir além das soluções tradicionais ao oferecer experiências únicas que possuem significado profundo e criam um senso de propósito real para seus públicos.

IMG_0423

Já no painel “Playing to Learn: Lessons from Game Design Gurus”, Cecilia Weckstrom, Head Global de Consumer Experience da LEGO, ao apresentar sua visão de como os jogos podem promover o engajamento durante o processo de aprendizado, também enfatizou a importância da empatia na construção de games (muito utilizados em ações de marketing nos dias de hoje) que despertem as corretas motivações nos jogadores e os levem na direção esperada.

Dessa forma, fica claro a relevância da afirmação de Biz Stone, pois marcas que conseguem realmente se conectar a seus públicos por meio da empatia, abrem caminho na conquista de uma efetiva vantagem competitiva em relação aos concorrentes ao transformar capacidade empática em inovação e lucro.

No fim das contas tudo no mundo dos negócios é sobre empatia.

Deixe uma Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>